Gamificação: Uma prática eficiente

Eu sempre tive uma preocupação imensa com os alunos no pós-curso, no sentido de querer ter feedbacks e torcer para que pelo menos uma partezinha de suas vidas fosse mudada. Eu entrego meus slides para as pessoas, a fim de que levem para suas equipes e continuem falando sobre os assuntos, capacitando cada vez mais aos outros e a si mesmos, e procuro instigar o desejo de que saiam do curso com novos desafios. Mas como saber se realmente aplicaram?

Por vezes recebo mensagens ou fotos no whatsapp e em redes sociais, o que é extremamente gratificante. Porém não possuía um método, e tinha esse desejo de poder fazer algo para enxergar a aplicabilidade. E numa viagem para Três Passos com meu parceiro André Ribeiro, onde íamos ministrar um curso de gestão de produtividade, começaram a surgir ideias para que já naquele curso algo medisse os resultados pós-curso. Juntamente com meu marido, fomos alimentando esse pensamento e lendo sobre possíveis propostas (a viagem era de 12 horas, deu para pensar bastante kkk). E, para ajudar, naquele fim de semana eu tinha feito curso de design sprint, que aborda sobre engajamento necessário para times, com o método 5 dias, prototipagem, enfim, é um formato de co-criação ágil. Assim, surgiu a grande ideia de criar um sprint pós-curso, ou seja, um desafio por dia para nosso público alvo, durante 5 dias.

Aplicando essa gamificação percebi uma estratégia de IMPACTO dos resultados em GRUPO são muito melhores. Se eu mandar um e-mail individual, a pessoa não se sente tão motivada a fazer, mas quando mobilizo o grupo e eles compartilham, um movimento é criado. A força que emerge de um grupo é incrível, um colega faz e compartilha no grupo, e isso motiva os outros, que até pegam no pé para todos fazerem, e assim que eu descobri o poder da gamificação.

Eu não queria fazer em forma de competição, é cruel competir para ver quem é melhor, não sou fã desse formato. Desde a escola já aprendemos a competir para ganhar, ser o melhor. Mas assim só um sai feliz, e os demais? Em nossos games, procuramos não aplicar dessa forma, ao invés disso investimos no coletivo, na colaboração e cooperação. Quem completa os cinco dias de desafios práticos, ganha minha camiseta Cada Vez Melhor. Não existe campeão, e sim a mesma oportunidade para todos, só depende do engajamento de cada um.

A tangibilidade do movimento, e saber que realmente impacta quem quer se doar e fazer as práticas, é algo surreal. E o mais importante é que a gamificação tem que ser personalizada, porque cada empresa possui uma cultura e um propósito, e isso precisa ser respeitado para que dê certo. Quando gera uma competição, os colaboradores ficam insatisfeitos com os resultados, sentem que saíram perdendo ou acham injusto. Tem que ter feeling para fazer um game que não perca sua virtude e que seja justo para que todos consigam alcançar os objetivos.

Em gestão de produtividade fizemos um tacaleopau, e em Superatória o vai ser bom. E todo esse processo está me proporcionando a certeza da minha missão, pois é um presente ver as pessoas mudando e sendo impactadas, dá um gás para uma facilitadora que entrega seu melhor lá na frente mas que não sabia o que resultava de verdade na vida das pessoas.

Quero compartilhar com vocês os resultados surpreendentes e EMOCIONANTES dos alunos e facilitadores, que estão cada vez mais criando uma sensação de autonomia:

“O curso em si já foi uma das melhores experiências que tive! Uma grande imersão de aprender na prática, vivenciar, compartilhar, enfim, o game pós-curso complementa, enriquece o aprendizado e faz com que os integrantes interajam ainda mais! Excelente!”, declara Rogerio.

“Foi maravilhoso participar do desafio, pois eu tinha um bloqueio com vídeo e tive que trabalhar nisso. Me ajudou muito.”, afirma Daniel.

“Muito bom, Lena! Gostei muito de ter participado do curso, pois tinha uma certa restrição com dinâmicas. Abriu-me os olhos para vivenciar e ver como as pessoas se motivam e aprendem de forma mais rápida. Com relação ao game, foi um grande desafio inserir mais uma atividade no dia-a-dia, porém percebemos que era de extrema importância, pois nada mais é que uma reflexão sobre o nosso querer. Muito bom mesmo, obrigada pelo incentivo! Cada vez melhor.”, comenta Mikarla Freitas.

“Para mim, participar do game foi uma experiência enriquecedora, nunca tinha participado de um curso que foi realizado esse pós, onde continuamos nos desenvolvendo. As primeiras experiências colocadas no papel foram esclarecedoras, pois consegui visualizar e uma das coisas já consegui concretizar. Aquela tarefa de oscilar entre sonhador, realista e crítico me fizeram enxergar que não é difícil, mas que precisamos analisar os passos a serem dados e os possíveis pontos de atenção. Fazer um vídeo foi além, nunca gostei de ouvir minha própria voz, imagina voz e imagem. Foi uma quebra de preconceitos contra eu mesma, foi demais, uma experiência sensacional! E o que fica de aprendizado é que precisamos pôr as coisas no papel, planejar, fazer. Só depende de nós buscar se desenvolver, o curso de Facilitadores é um grande exemplo, porque tudo que busquei em uma pós-graduação que estou cursando, encontrei em um curso de dois dias. Só tenho gratidão!”, reconhece Taise.

A gamificação costuma funcionar melhor quando há ludicidade. A gamificaçao precisa ser estimulante no sentido de vencer os desafios, mas também pela descontração proporcionada.

Trabalhe com nomes divertidos para a equipe, com símbolos que definam o atingimento das metas e com premiações simbólicas. Por exemplo, você pode criar uma competição baseada no cinema: os times podem ser chamados de Star Wars, Quarteto Fantástico etc; a premiação pode ser o Oscar de vendas (no caso do comercial).

Quanto mais relevante for essa metáfora para a equipe, mais as pessoas irão se envolver.

É importante trabalhar a psicologia por traz das atividades gamificadas e sempre lidar com os feedbacks positivos (pontos, emblemas, status, progressão etc.) para construir a motivação da equipe.

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